Suporte de ferroGilberto Elkis

Ele é antiguinho, mas está com tudo nos jardins. O ferro volta a transitar nas áreas externas em cadeiras, mesas, gaiolas e suportes para vasos. Nem sei por que sumiu por um tempo. A roupagem nova inclui cores vibrantes, mas nem é preciso aderir aos novos modelos. Um suporte para vasos, como o da foto (acima, à esq.) chama a atenção, mesmo sem ter uma cor alegre. Por sinal, ele fez toda a diferença encostado à parede de tijolinhos. Na Casa Cor, o paisagista Gilberto Elkis usou o ferro em todo o mobiliário, dos bancos, cadeiras e mesas às treliças (fotos à dir.). Para encontrar as versões originais, antigas, sugiro uma volta pela Rua Cardeal Arcoverde, em São Paulo, ou um olhar apurado em lojas de demolição. É só fuçar um pouquinho para voltar com o carro carregado de peças boas. Ah, amanhã é feriado em São Paulo, então nos vemos na quinta, sem falta!



Astrapéia

Sempre que alguém me pede sugestões de árvores para ter no quintal ou na calçada, quebro a cabeça, pensando em qual indicar. Há muitas espécies, muitas variedades e vocês sabem como é: quando se tem muita opção, fica difícil eleger uma. Entre as minhas escolhas permanentes, estão as frutíferas. Acho tudo de bom ter uma laranja-kinkan, uma jabuticabeira ou uma pitangueira (a minha está carregada de flores!) dentro de casa. Além de frutíferas, árvores que dão flores também são incríveis. Gosto de jasmim-manga, rododendro, neve-da-montanha, flamboianzinho e cerejeira. No quesito flores exuberantes, ainda tem a astrapéia, a árvore aí de cima. Não tinha prestado atenção nela até vê-la florida. A árvore com folhas grandes e flores cor-de-rosa perfumadas atinge até 7 m de altura, mas pode ser controlada com podas. É recomendada para arborização de aléias, ruas e jardins. Fica a sugestão. Até amanhã!



Alice Rocha

A dica de hoje vem da paisagista Alice Rocha,  que eu conheci via blog e que tem muito trabalho bom pra mostrar pra gente. No apartamento de um cliente, a Alice usou estes cones, da ceramista Leila Mirandola (19 3461-0909, Americana, SP), como pendentes. Fixou cinco ganchos no teto e prendeu os cones com fios de náilon em diferentes alturas, de 0,70 m a 1,70 m de distância do teto. Nos cones, plantou rosário (pendente), ripsális e orquídeas phalenópsis, plantas que precisam de pouca água. Mesmo assim, como os cones não têm furos para escoar a água, forrou o fundo de todos eles com pedacinhos de carvão, que absorvem a umidade. A Alice recomenda a rega semanal das plantas com borrifador. Eu achei uma graça, e vocês?



Jacintos

Vejo pouquíssimos bulbos à venda aqui no Brasil. Além de tulipas e amarílis, já encontrei bulbos de jacintos. Estes últimos, por sinal, são incríveis. Gostam de regiões frias e florescem no início ou no meio da primavera. Para ter uma gamela repleta de jacintos, como esta, que saiu no livro Jardins em Vasos, da editora Nobel, é fácil. A receitinha também vem do livro: 1. Coloque uma camada de cacos na base da gamela; 2. Preencha com terra vegetal até 10 cm abaixo da borda. Coloque os bulbos (até 20 exemplares em um vaso de 50 cm de diâmetro), espaçando-os. Cubra os bulbos e acrescente a terra vegetal até 6 cm abaixo da borda; 3. Depois de plantar, regue bastante para assentar a terra vegetal. Em regiões de clima quente, substituam os jacintos por amarílis ou clívias. Inté! 



Violetas

O azul está no auge da moda e, ao que tudo indica, também da decoração. Peguei carona no azul dos vasos para falar sobre esta reuniãozinha de violetas. O conjunto é simples de tudo, mas ganhou pontos no quesito harmonia. Se repararem nos vasos, vão notar que eles não são iguais. A unidade vem da pintura na mesma cor. Para causar impacto, encontrem um lugar na sala para dispor todos juntos. Mesinhas laterais, bancos, baús e nichos são algumas das minhas sugestões. Reparem apenas se há uma boa entrada de luz natural no local e mandem ver no clássico que não sai da moda. Até!



Folhagens

Acho que já falei aqui no Cheiro de Mato sobre a minha paixão por folhagens. É surpreendente encontrar folhas com tantos aspectos diferentes. Formas, tons de verde, desenhos e estrias tornam cada exemplar único. Foi pensando nessa singularidade que resolvi dar esta sugestão pra vocês. Na foto, que saiu na revista Better Homes and Gardens, as folhas aparecem em impressões bem feitas. Mas minha dica é mais caseira: que tal colher umas folhas no chão do  jardim do vizinho, na rua ou parque e colá-las em um papel cartão? Feito isso, é só emoldurar e exibir em qualquer canto, do escritório à cozinha. É ou não é mais uma maneira de ter plantas dentro de casa?……………………………..

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Mais essa…
Como andei em falta com vocês, deixo mais uma dica, tirada da mesma revista. A xícara de café serviu de vaso para a miniplanta. Até aí, nenhuma novidade (pra nós aqui do Cheiro de Mato, que aproveitamos louças, embalagens, garrafas e até cinzeiros, não é Patrícia???). O novo é que cada xícara foi colocada sobre um prato na mesa de jantar e serviu como marcador de lugares. Chique, não? Também dá para pendurar um cartão com deliciosos votos de felicidades para o amigo que está de casa nova. É só usar a criatividade, que vocês têm de sobra. Beijos a todos, até amanhã! 



Finde

Não cumpri integralmente a promessa de postar todos os dias desta semana, ora por problemas técnicos (o blog saiu do ar na quarta!), ora por falta de tempo mesmo. Para não fechar a semana em branco, vi esta foto e lembrei de todo mundo que adia a arrumação das plantas. Já que o fim de semana taí, que tal revolver a terra dos vasos, cortar as folhas secas, podar os arbustos e remoçar o jardim? Garanto que serão duas horas ou mais de puro prazer. Espero que sigam o conselho e me contem as novidades na segunda. Até lá!



Donzela com vaso

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Eu, definitivamente, adoro arrumar flores em vasos pouco convencionais. Já falei muito sobre o assunto, mas confesso que nunca tinha pensado em usar donzelas de vidro para destacar os meus arranjos. Para quem não sabe, donzelas são redomas, de cristal ou vidro, abertas também na parte de cima e que servem para proteger candelabros e velas. Na casa da Pixu, produtora de Casa e Jardim que vocês já conhecem, as donzelas servem de redomas para as taças com astromélias. Nada como uma mente cheia de idéias para nos inspirar. Valeu Pixu! 

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E por falar…

Essa história de reutilizar embalagens está dando o que falar. A Carla, de Porto União, SC, transformou algumas latinhas de molho de tomate em vasinhos. Plantou miniamor-perfeito, que adora o frio do sul e mandou a foto para provar que ficou bom. Eu aprovei. Beijos pra vocês, até!

Carla



Mundo pequeno

Detalhe

 

Não estive na SPFW, mas o Artur, redator-chefe da revista, foi e me mostrou uma foto do lounge da Natura, que tem tudo a ver com o Cheiro de Mato. A foto do celular não tem resolução para colocar aqui no blog, mas mostra uma pedra razoavelmente grande, com bonsai de várias árvores - tudo instalado como se estivesse na natureza. Gostei da dica. Por sorte, encontrei esta sugestão numa Living antiga, que ilustra bem esta história de microjardins. O terreno íngreme, coberto por pedregulhos, ganhou miniplantas em blocos de concreto. Em cada bloco, foi criada uma micropaisagem, com pedras, plantas rústicas e cascas de árvores. O esquema, ao lado da foto,  revela mais detalhes sobre a montagem. O bacana é que dessa maneira dá para criar jardins em lugares inacessíveis. 

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Não é preguiça, nem esquecimento. Andei muito em falta com vocês por conta do fechamento da edição de julho. Fiquei mal por me ausentar do Cheiro de Mato esses dias. Me acostumei a ter notícias de vocês diariamente. Quando não chegam os comentários, as perguntas ou qualquer manifestação de que vocês estão aí, do outro lado, fico chateada. Fazer o que, também estou viciada em ter vocês por aqui. Como tem um montão de gente à espera de respostas para as perguntas feitas nos posts mais antigos, peço que me lembrem mesmo! Vou acessar os posts e tentar responder tudinho, mas se esquecer de alguém, é só me cobrar. Beijos a todos e até amanhã, sem falta! 



Espalier

Confesso que nunca tinha ouvido falar de um método de condução de árvores e arbustos chamado (em inglês) “espalier“. Ainda não descobri se a palavra já foi traduzida para o português. De qualquer maneira, quero dividir esta descoberta com vocês. Imaginem um bonsai gigante conduzido ao longo de uma parede. A história é mais ou menos assim: você planta uma árvore ainda pequena junto da parede, poda os seus galhos frontais e posteriores e mantém apenas os galhos laterais. Estes, assim como o tronco, são presos à parede. Conforme crescem e se ramificam, os galhos tomam a parede, como revela esta foto, que tirei da revista Garden Design. Nela, vocês vêem duas árvores crescidinhas, um cedro-do-líbano (em primeiro plano) e uma photinia (ao fundo), que mais parecem duas trepadeiras. Ainda sei pouco sobre a técnica, então não aconselho a tentativa. Quem souber mais sobre o assunto, pode contar aqui pra gente. Prometo pesquisar e mantê-los a par das novidades. Beijos a todos, até amanhã!






Thaís Lauton
Ela não gosta de acordar cedo, mas quando é para ir ao

Ceasa, pula da cama feliz às 6h da manhã. No gigante entreposto paulistano de plantas e flores, faz o que mais gosta: aprecia os tons e texturas diferentes das folhagens, as árvores frutíferas, os tipos de grama. Na revista desde 2004, Thaís é nossa especialista em paisagismo. Lê, estuda, faz entrevistas, planta vasos. E se diverte dizendo aos outros o nome de cada planta. Se é que ela não inventa...