
Depois que plantei um pé de limão e outro de laranja-kinkan lá em casa, confesso que me apaixonei pelo gênero Citrus. As laranjinhas não param de brotar. Colhi a minha primeira ’safra’ no fim de semana passado. Agora, pretendo fazer aquela geléia de kinkan que dei a receita aqui no blog. O limão também não é diferente: já colhi vários e a árvore está sempre com frutos. Como adoro suco natural e torta de limão, eles não ficam muito tempo na árvore. Não entendo por que os cítricos não têm a mesma reputação de uma jabuticabeira, uma pitangueira ou uma romãzeira. Cultivá-los é até mais divertido. Eles resistem bravamente a ventos fortes e dão frutos o ano inteiro. O melhor é que podem habitar varandas de apartamentos. Fica a minha defesa. Beijos a todos, até!

Esperei um mês para mostrar o meu painel de chifres-de-veado para vocês. O tempo foi estratégico para ver se eles se adaptariam ao local. Escolhi o muro em frente à sala de jantar, onde bate pouco sol, para pregar a esquadria de alumínio. Ela emoldura a estrutura aramada, que suporta o peso das placas de xaxim. Embora não dê para ver, do lado oposto foi deixado um ponto de luz. À noite, a sombra dos chifres-de-veado cresce na parede e ela parece fazer parte da sala. Um espetáculo! Beijo pra vcs, até amanhã.

Se fosse para escolher um acessório de casa para substituir outros em suas funções, acho que elegeria taças. Talvez até haja outras peças mais interessantes, mas cá entre nós, taças substituem tigelas, enfeites, vasos… As das fotos, por exemplo, abrigam flores de corte e até bulbos. Dá para pensar em usá-las em decorações de mesa ou até presentear um amigo querido com uma plantinha na terra (neste caso, melhor usar suculentas e cactos, que não precisam de muita água e duram muito!). Fiquei curiosa para saber quais são as peças que vocês consideram curingas em suas decorações. Aquelas que vocês usam pra tudo e mais um pouco. Beijos a todos e ótimo finde.

De doentes e caidinhas, as minhas orquídeas não têm nada. Lá no pronto-socorro que montei pra elas, entre a cozinha e a lavanderia, as danadas estão na maior produção de flores que já presenciei. Esta exibição só é possível porque inconscientemente encontrei o lugar certo para hospedá-las. Em cima da mureta onde ficam, incidem alguns leves raios de sol da manhã e uma boa brisa durante a tarde. Nesta época de chuvas, elas são regadas naturalmente. E quando dá um tempinho, passo por lá para tirar folhas secas, acrescentar mais terra e borrifar alguma solução para mantê-las sadias. Como um dia desses, a Milena, leitora do blog, pediu que eu desse algumas dicas de como cuidar de orquídeas, segue uma lista com 10 receitas fáceis de fazer:
1. Prefira os vasos de barro aos de plástico, porque os primeiros têm mais porosidade e drenam melhor a água. Se optar pelos de plástico, fique de olho nas regas para não encharcar demais a planta;
2. Se a base da orquídea estiver a menos de um dedo da boca do vaso, é preciso trocá-la de moradia. Procure deixá-la dois dedos de altura abaixo da boca do vaso.
3. Para acomodá-la no novo vaso, repare de qual lado surgem os novos brotos - esta é a frente da orquídea. A parte posterior deve ser encostada em um dos lados do vaso para firmar o desenvolvimento do exemplar.
4. Para a troca de vaso, acrescente chips de fibra de coco ou musgo à planta. Este último precisa ser lavado com água para tirar o excesso de areia.
5. Antes de cortar a orquídea, esterilize a tesoura (com um maçarico portátil ou no fogão). Deixe esfriar para depois usá-la. Importante: repita a operação antes de mexer com outra orquídea para evitar a transmissão de doenças.
6. Quando descartar uma folha, passe canela em pó no local do corte. O ingrediente é um cicatrizante natural.
7. Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.
8. Cochonilhas e pulgões podem ser eliminados das folhas com sabão de coco. Use uma escova para esfregar as folhas.
9. Repare na coloração da folhagem. Se estiver escura, mude a orquídea de local. Quanto mais contato com a luz, mais ela irá florir.
10. Instale plaquinhas plásticas de identificação em suas orquídeas. Além do nome da espécie, anote o período de sua última floração. A próxima florada pode ser estimulada com NPK 10 30 20, que tem mais concentração de fósforo.
Sempre que vejo fotos como esta, me pergunto como coisas tão simples podem encher a vida de propósito. Uma tina de madeira repleta de flores do campo dá boas-vindas à entrada desta casa. A intenção do morador de receber bem os seus convidados fica clara. Não há nenhuma sofisticação. Apenas um gesto acolhedor que faz a diferença - pelo menos, pra mim. E vocês, concordam? Por sinal, tina de madeira é uma alternativa a vasos comuns. Fica bem com flores ou com ervas e temperos - os meus preferidos. Como a madeira em contato com a água se deteriora, impermeabilizá-la antes de jogar a terra é uma boa maneira de aumentar a sua vida útil.
Então… Gente, ando chateada por não conseguir responder todas as dúvidas deixadas nos comentários e enviadas por e-mail. Estou anotando tudo para não esquecer de ninguém. Quando tiver uma brechinha, coloco a casa em ordem. Prometo!
Vira e mexe, alguém me pergunta sobre trepadeiras. Como o tema rende muitos e muitos posts, vou me limitar à sugestão da foto (assim não falta assunto pra depois, hehe). O canto morto da fachada foi salvo com uma simples treliça de madeira. Bastou plantar uma rosa e um clematis, ambas trepadeiras, na base da treliça, e a dupla fez o seu papel. Foi se enroscando pela madeira e mudou o visual da casa. É preciso dar uma mãozinha no início, ou seja, conduzir a planta até que ela conheça o caminho. Depois, o difícil é segurá-la, porque cresce rapidinho. Na mesma linha, sugiro outras trepadeiras, como tumbérgia, ipoméia, alamanda-amarela, sete-léguas e alguns tipos de jasmim. Beijos a todos, até amanhã!